segunda-feira, 30 de julho de 2018

Jovem espancado em balada por R$ 15 em SP morre 22 dias após agressões

Lucas, de 21 anos, morreu após 22 dias internado em hospital de Santos, SP (Foto: Arquivo Pessoal)


Lucas, de 21 anos, morreu após 22 dias internado em hospital de Santos, SP (Foto: Arquivo Pessoal)

O jovem de 21 anos espancado por seguranças de uma casa noturna em Santos, no litoral de São Paulo, não resistiu e morreu, na noite deste domingo (29). Lucas Martins de Paula havia voltado ao coma induzido, após ter a sedação retirada durante algumas horas pela equipe médica da Santa Casa de Santos.
Lucas foi agredido durante a madrugada do dia 7 de julho, dentro e fora do Baccará Bar e Backstage, no bairro Embaré. Ao G1, o pai do jovem, Isaías de Paula, contou que amigos que estavam com o estudante - que alegaram em depoimento à polícia que também apanharam - relataram que o filho foi ao caixa para pagar a conta, quando notou a cobrança de R$ 15 a mais na comanda, correspondente a uma cerveja. Os seguranças foram chamados, e a confusão teve início.
A sedação havia sido retirada pelos médicos que atendiam Lucas. No entanto, segundo Isaías, horas depois do procedimento, o jovem começou a apresentar movimentos involuntários bruscos, o que, segundo a equipe, não era favorável a ele, diante de seu quadro de saúde. Assim, foi decidido pela retomada da sedação.
No início da noite deste domingo, às 19h, após 22 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Lucas não resistiu ao quadro grave e faleceu. Segundo nota divulgada pela Santa Casa, o paciente, mesmo no período em que ficou sem sedação, não demostrou qualquer resposta neurológica. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
A Polícia Civil indiciou três seguranças e o dono do estabelecimento por, até então, tentativa de homicídio contra o universitário Lucas Martins de Paula.

Inicialmente, o advogado da casa noturna negou que os funcionários tivessem participado. Entretanto, o defensor mudou a versão no dia 10 e admitiu o envolvimento dos profissionais, que foram apresentados à polícia.

Na quarta-feira (25), o empresário Vitor Alves Karam, dono do Baccará, e um segurança foram os primeiros a serem indiciados. Na quinta-feira (26), foi a vez de outros dois seguranças, um deles o chefe do setor, que, para a polícia, se omitiu diante da confusão, registrada por meio de câmeras de monitoramento.

Parte das imagens foi recuperada pela Polícia Cientítifca, depois que peritos recolheram os equipamentos de gravação no estabelecimento. O sistema, segundo informações divulgadas pela própria casa, estaria inoperante, em razão de um curto cicuito ocorrido semanas antes da briga, que deixou Lucas ferido gravemente.
fonte G1

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